
Olha, se tem uma coisa que dá trabalho nessa vida é ficar cheirosão o dia inteiro, não é? É. E não tem nada pior que aquela catinga que a gente emana depois de um dia de trabalho, uma hora de academia ou seja lá o que for. Vamos combinar, aqui entre nós, que não precisa muito pra ficar vencido. É ruim desse tanto? É. Pode perguntar pra patroa. Não, não. Melhor. Leia as dicas que a gente vai dar aqui hoje e evite um zilhão de reclamações, narizes torcidos, sistemas de ventilação alternativos, isolamento doméstico e por aí vai.

Sim, sim. Tem um jeito de dar um fim nesse problema. Mas, primeiro, vamos ver de onde ele vem.
1. Primeira coisa muito importante a saber: o suor é inodoro. Isso mesmo. Ele não tem cheiro. Acontece que ele é rico em sais minerais e outros nutrientes que as bactérias que estão na pele adoram. Aí, elas se alimentam dessas subtâncias e o resultado disso acaba não sendo nada cheiroso. É. O famoso CC é a mais pura essência de cocô de bactéria.
2. Para evitar o cheirão, então, você pode:
- Não transpirar. O que, né… É quase uma missão impossível;
- Impedir que as bactérias se alimentem do seu suor. O que também é superfácil, dado o fato de que as bactérias são superdóceis e você já sabe que a base de qualquer relacionamento está no diálogo;
- Ou você pode tomar banhos muito bem tomados – básico, e investir em um bom desodorante. AHÁ! Desodorante salva o mundo, amigão. Ou você achou que só você tinha essa problema?

3. Já que desodorantes são a cura, tenho mais algumas coisas importantes para te dizer:
- Existem os desodorantes e os antitranspirantes.
- Os desodorantes têm por função desodorizar ou mascarar o mau cheiro nas áreas em que você o aplica. Sabe como? Matando as bactérias ou interrompendo o metabolismo delas. Ou seja, ou eles fazem um massacre ou impedem as bactérias de fazer você-lembra-o-quê. É por isso que o componente mais usado nesse tipo de produto é o álcool.
- Os antitranspirantes, por outro lado, têm a função de impedir que as glândulas sudoríparas joguem o suor na pele. Eles contêm alumínio na composição, porque os sais de alumínio bloqueiam a passagem do suor para a pele. Faz sentido, né? Se o suor não chega na pele, as bactérias não comem e, consequentemente, não fazem aquele mau cheiro.
- Alguns produtos unem os dois efeitos, são os obviamente chamados desodorantes antitranspirantes.
Com esses princípios ativos, as prateleiras oferecem dezenas de opções de produtos. O que muda de um para outro é a consistência e concentração dos componentes. Olha as opções:
- Roll-on, vulgo desodorante de rolinho. Dizem por aí que isso não é coisa de homem, e não é muito confortável, porque você passa e ele não seca. Sei lá. Eu não curto.
- Spray. É uma opção mais barata, mas como ele não tem a secagem mais rápida do mundo, pode acabar fugindo do seu controle, escorrendo para lugares que você não planejava.
- Stick. Tem aplicação seca mas pode acabar sobrando para a sua roupa.
- Aerosol. Aplicou, secou. E ainda é refrescante.
- Antigamente, havia alguns em pó também. Mas, ainda bem, saíram do mercado. Era só o que faltava a gente ter que ficar passando pozinho no sovaco.
Outras dicas importantes:
- Cuidado com a quantidade de sal do produto que você for usar. Quanto maior a concentração, maior também será a probabilidade de ele causar alergias.
- Banho bem tomado também cura o cheirão, mas não adianta NADA tomar banho antes de dormir e passar o “desô” só no dia seguinte. Você também transpira durante a noite, por isso, tem que tomar banho DE NOVO para aplicar qualquer que seja o produto de sua escolha. Caso contrário, os resultados serão manchas nas roupas e/ou uma possível reação alérgica.
Ah, cara. Não fique com ódio do suor. Ele é importante na regulação da temperatura do corpo e também uma fonte de eliminação de um monte de coisas ruins, tipo toxinas.
É, tá pensando o quê? Um pouco de cultura também é coisa de macho.